O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse na segunda-feira (29) que o Equador está tentando dar fim a seu asilo político na embaixada do país em Londres, entregando-o aos Estados Unidos – Claudio Tognolli

 Reuters – O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse na segunda-feira (29) que o Equador está tentando dar fim a seu asilo político na embaixada do país em Londres, entregando-o aos Estados Unidos.

Assange falou desde a embaixada via teleconferência em uma audiência em Quito nos marcos de um processo em que o governo do Equador exige que ele pague por suas contas médicas, telefonemas, e faça a limpeza de seu gato de estimação.

Ele se refugiou na embaixada há seis anos para evitar extradição para a Suécia em um caso de abuso sexual que foi abandonado. Ele continua lá para evitar ser preso pelo Reino Unido por ter violado os termos de sua fiança, que segundo ele resultariam em sua entrega para Washington.

Durante a audiência, Assange disse que as novas regras seriam um sinal de que o Equador estaria tentando expulsá-lo, e afirmou que o presidente equatoriano, Lenin Moreno, já havia decidido dar fim ao seu asilo, mas não havia ainda dado a ordem.

“Se o Sr. Assange quiser ficar e seguir as regras… ele pode ficar na embaixada o quanto quiser”, disse o procurador-geral Inigo Salvador, acrescentando que a hospedagem de Assange haviam custado ao país 6 milhões de dólares.

O ministro das Relações Exteriores, José Valencia, se recusou a comentar sobre a afirmação de Assange de que o Equador buscava entregá-lo aos Estados Unidos.

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