O ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, criticou o novo sistema da monitoramento da Amazônia contratado pelo governo | Claudio Tognolli

O ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, criticou o novo sistema da monitoramento da Amazônia contratado pelo governo. Ele disse: “o ministro Ricardo Salles fala que agora vamos ter um sistema da empresa Planet para detectar desmatamento de 2 metros. Depois do debate eu disse: ministro, não se mede a distância Rio-São Paulo com uma régua de 10 centímetros.”

Galvão prossegue: “uma árvore na Amazônia tem copa com diâmetro de 15, 20 metros. Para que eu preciso de uma resolução de dois metros para fazer um alerta de desmatamento? Eu só preciso de uma resolução de dois metros se eu quiser pagar muito mais para um sistema com maior resolução.”

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “Galvão fez as declarações durante palestra nesta sexta-feira no auditório da reitoria da USP, para onde ele volta após sua exoneração. O pesquisador é livre-docente do Instituto de Física da universidade e estava cedido ao Inpe.”

A matéria ainda acrescenta: “após a palestra, em conversa com jornalistas, ele voltou a comentar o assunto e disse que os dados oferecidos pelo Planet são muito mais do que o necessário para fazer os alertas de desmatamento, exatamente a função que tem o Deter, o sistema de detecção em tempo real do Inpe.”

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