O assassinato do músico Evaldo Rosa e o catador de papel Luciano de Barros Goes, mortos com 83 tiros de fuzil por soldados do Exército, no Rio de Janeiro, não será mais investigado pelo Ministério Público Federal: mas peloMinistério Público Militar (MPM) | Claudio Tognolli

O assassinato do músico Evaldo Rosa e o catador de papel Luciano de Barros Goes, mortos com 83 tiros de fuzil por soldados do Exército, no Rio de Janeiro, não será mais investigado pelo Ministério Público Federal.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou que o MPF do Rio deixe de investigar o fuzilamento praticado por militares do Exército em Guadalupe, na cidade do Rio, em abril deste ano.

O Conselho decidiu que o órgão deve abandonar a investigação e arquivar o procedimento criminal aberto, deixando que a investigação seja atribuição exclusiva do Ministério Público Militar (MPM), que contestou a atuação paralela do MPF.

Em sessão do Conselhos nesta terça-feira (11), o procurador-geral de Justiça Militar, Jaime de Cassio Miranda, defendeu a investigação exclusiva. Apesar da decisão não ter sido unânime, prevaleceu a tese de que a atribuição de investigação deve ser do MPM.

O procurador Mariz Maia, vice da procuradora-geral, Raquel Dodge, defendeu o procedimento criminal aberto pelo MPF.

“Este procedimento não está produzindo nenhum efeito prático na atuação do MPM. Ninguém quer impedir que o MPM aja, ou causar constrangimento aos membros. Mas nem o voto do relator nem a fala do chefe do MPM apontam um único fato de que o procedimento aberto tenha interferido na atuação do Ministério Público Militar”, destacou Maia.

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