O advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, classificaram como "estarrecedor" e "repugnante" os novos trechos de conversas divulgadas pelo The Intercept, que mostram o então juiz Sergio Moro orientando os procuradores da Lava Jato de Curitiba a emitir nota para atacar a defesa do ex-presidente | Claudio Tognolli

O advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, classificaram como “estarrecedor” e “repugnante” os novos trechos de conversas divulgadas pelo The Intercept, que mostram o então juiz Sergio Moro orientando os procuradores da Lava Jato de Curitiba a emitir nota para atacar a defesa do ex-presidente.

“As novas mensagens reveladas ontem (14/06/2019) pelo “The Intercept”, para além de afastar qualquer dúvida de que o ex-juiz Sérgio Moro jamais teve um olhar imparcial em relação a Lula, mostram o patrocínio estatal de uma perseguição pessoal e profissional, respectivamente, ao ex-Presidente e aos advogados por ele constituídos”, diz um trecho da nota divulgada pelos advogados.

De acordo com o conteúdo das conversas divulgadas pelo The Intercept, num diálogo entre Moro e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, ele pede para que eles divulgassem uma nota à imprensa para rebater o que ele chamou de ‘showzinho’ da defesa do ex-presidente Lula.

Confira a íntegra:

“É estarrecedor constatar que o juiz da causa, após auxiliar os procuradores da Lava Jato a construir uma acusação artificial contra Lula, os tenha orientado a desconstruir a atuação da defesa técnica do ex-Presidente e a própria defesa pessoal por ele realizada durante seu interrogatório (10/05/2017). As novas mensagens reveladas ontem (14/06/2019) pelo “The Intercept”, para além de afastar qualquer dúvida de que o ex-juiz Sérgio Moro jamais teve um olhar imparcial em relação a Lula, mostram o patrocínio estatal de uma perseguição pessoal e profissional, respectivamente, ao ex-Presidente e aos advogados por ele constituídos.

É inimaginável dentro de um Estado de Direito que o Estado-juiz e o Estado-acusador se unam em um bloco monolítico para atacar o acusado e seus advogados com o objetivo de impor condenações a pessoa que sabem não ter praticado qualquer crime.

É repugnante, ainda, constatar que a campanha midiática ocorrida em maio de 2017 objetivando atacar a memória de D. Marisa Letícia Lula da Silva tenha sido tramada pela Lava Jato, como também revelam as mensagens do “The Intercept”.

Tais fatos, públicos e notórios, reforçam o que sempre defendemos nos processos e no comunicado encaminhado em julho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula é vítima de “lawfare” e o ataque aos seus advogados é uma das táticas utilizadas para essa prática nefasta.

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins (15/06/2019)”

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