O advogado Marco Vicenzo protocolou nesta segunda-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral, um pedido de refundação do partido União Democrática Nacional (UDN) – Claudio Tognolli

O advogado Marco Vicenzo protocolou nesta segunda-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral, um pedido de refundação do partido União Democrática Nacional (UDN),  reedição da sigla que nasceu em 1945 reunindo forças que se opunham ao governo de Getúlio Vargas.

O advogado justifica que a refundação da legenda como forma de “reativar diante do contexto político atual de incertezas e falta de direcionamento, um movimento comprometido com a sociedade brasileira”.

Criada em 1945, a UDN integrou as forças que apoiaram o golpe militar de 1964 e passou a integrar a Aliança Renovadora Nacional (Arena), o partido governista. Sua principal liderança era Carlos Lacerda.

O advogado não pleiteia a criação de uma nova UDN, mas pede que sejam anulados os efeitos do Ato Institucional nº 5, da ditadura militar, que cassaram o registro do partido, à época em pleno funcionamento. A estratégia é para desobrigar o recolhimento de assinaturas para respaldar a criação de uma nova legenda.

De acordo com a lei eleitoral, só pode ser registrado na Justiça Eleitoral estatuto de legenda que comprove o apoio do número de eleitores correspondente a 0,5% dos votos válidos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados.

Em janeiro deste ano circulou a informação de que os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) estariam articulando deixar o PSL e se filiar a um novo partido em fase final de criação. O objetivo seria descolar a imagem do clã Bolsonaro ao chamado laranjal do PSL, que envolve suspeitas de desvio de verbas públicas por meio de candidaturas “laranjas”.

A nova UDN é apontada como uma opção. O dirigente do movimento pró-UDN, Marcus Alves de Souza, disse que já reuniram 380 mil assinaturas das 497 mil necessárias.

 

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