nselho do MP rejeita afastar Dallagnol do cargo | Claudio Tognolli

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) rejeitou em sessão na manhã desta terça-feira (10) o pedido do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para que o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba (PR), fosse afastado preventivamente do cargo.

A decisão sobre a abertura do processo foi adiada por um pedido de vista do conselheiro Fábio Stica. Mesmo com a interrupção do julgamento sobre a abertura do PAD, os conselheiros puseram em votação o pedido de afastamento do cargo.

O senador do MDB-AL recorreu ao CNMP por causa de declarações do procurador em suas redes sociais na época das eleições de 2018 e também quando Renan disputou a presidência do Senado com Davi Alcolumbre (DEM-AP). De acordo com o parlamentar, Deltan tentou interferir nas eleições, prejudicando sua candidatura, o que seria uma forma de exercer atividade política, atuação proibida a membros do Ministério Público.

No dia 9 de janeiro, Deltan escreveu em suas redes sociais: “Se Renan for presidente do Senado, dificilmente veremos reforma contra corrupção aprovada. Tem contra si várias investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos senadores podem votar nele escondido, mas não terão
coragem de votar na luz do dia.”

Outro processo contra Deltan

No CNMP, já tramita um processo disciplinar contra Deltan, instaurado por causa de críticas a ministros do STF. Em entrevista do procurador a uma rádio, o procurador afirmou alguns ministros do Supremo “mandam uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção”.

Além do PAD já aberto e da representação movida por Renan Calheiros, há em tramitação no CNMP outras 11 representações disciplinares contra o procurador, que vem sendo atingindo em cheio pelas irregularidades da Lava JAto reveladas pelo site Intercept Brasil.

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