MPRJ denuncia vereador de Miracema pelo crime de roubo – Claudio Tognolli

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Miracema, denunciou nesta quarta-feira (31/10) à 2ª Vara da Comarca de Miracema, o vereador do município Guillerni Ribeiro de Camargo pelo crime de roubo, que prevê pena de reclusão de quatro a dez anos. Junto à denúncia, o MPRJ também requereu a prisão preventiva do político, que havia sido preso temporariamente no mesmo dia em operação conjunta das polícias civil e militar com o MPRJ.

De acordo com o texto da denúncia, no dia 28 de dezembro de 2017, por volta das 17h30, na Rua Marcílio Poly, Parque de Exposição, no Centro de Miracema, o vereador subtraiu a quantia de R$ 79.800,00, em espécie, da vítima Gustavo Maioli Tostes, mediante ameaça com emprego de arma de fogo. A quantia seria utilizada para o pagamento de empregados da empresa da vítima. Como os valores do objeto do roubo não foram encontrados, o MPRJ também pede a fixação da reparação mínima dos danos sofridos pela vítima no exato valor da quantia subtraída.

O filho de Guillerni, Rafael Xavier de Camargo, teve prisão preventiva decretada nos autos da ação n.º 0026642-36.2018.8.19.0014, e encontra-se foragido. Ele é acusado de portar arma de fogo sem autorização legal, enquadrando-se no artigo 12 da Lei 10.826/03, que prevê pena de reclusão de um a três anos e multa, e no artigo 16 da mesma legislação, com pena prevista de três a seis anos de prisão.

De acordo com o promotor de Justiça Marcos Davidovich, que assina a denúncia contra o vereador, o fato demonstra não só a forte influência política que o político exerce e que pode atrapalhar a instrução processual penal, mas também a grande possibilidade de que, assim como seu filho, o vereador também consiga escapar da prisão.

“Resta evidenciada a necessidade da prisão para garantia da própria credibilidade do Poder Judiciário e do Ministério Público, instituições encarregadas de zelar pelo bem comum e pela paz e ordem públicas, uma vez que a prematura liberdade do indiciado poderia incutir no espírito dos habitantes da cidade de Miracema o sentimento de impunidade, incentivando os menos esclarecidos à prática de delitos da mesma natureza daquele em análise, especialmente diante do histórico do denunciado”, destaca a denúncia.

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