Milícias do Rio mantêm parceria com polícia, facções e igrejas pentecostais, diz estudo | Claudio Tognolli

As milícias do Rio de Janeiro mantêm parcerias com as polícias, com facções criminosas e com igrejas evangélicas pentecostais, mas tentam se infiltrar em prefeituras e em Câmaras de Vereadores. Foi o que apontou um estudo a ser apresentado nesta segunda-feira (26), pela Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos. Integrantes a organização pesquisadores de sete universidades do Rio de Janeiro, entidades da sociedade civil, centros de pesquisa de entidades jurídicas e jornalistas.

 

“Desde sua origem, os grupos milicianos procuraram se posicionar junto às populações dos territórios onde atuavam com um discurso de escudo em face do jugo do tráfico. Construíram sua identidade como antagonistas do tráfico, valendo-se, para tanto, do fato de que a guerra entre polícia e traficantes era uma fonte permanente de insegurança para os moradores das favelas”, afirma o texto. O teor do documento foi publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Os milicianos passaram a controlar a venda de vários tipos de produtos básicos ou valorizados em comunidades. De acordo com a pesquisa, “há registro de atuação de milícias em serviços de transporte coletivo, gás, eletricidade, internet, agiotagem, cestas básicas, grilagem, loteamento de terrenos, construção e revenda irregular de habitação, assassinatos contratados, tráfico de drogas e armas, contrabando, roubo de cargas, receptação de mercadorias e revenda de produtos de diversos tipos e proveniências”.

error: