Mercado projeta tombo superior a 10% para a economia brasileira no segundo trimestre | Claudio Tognolli

O Globo

RIO — A queda de 1,5% no PIB do primeiro trimestre não é nem de longe o retrato do impacto da pandemia de Covid-19 para a economia brasileira, de acordo com bancos e consultorias. De acordo com as projeções dos analistas, a economia brasileira deve registrar um tombo superior a 10% no próximo trimestre.

 O Itaú Unibanco estima que o tombo será de 10,6% no próximo trimestre deste ano. Por sua vez, o Santander projeta uma contração de 13,5% em igual período.

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O americano Goldman Sachs também é pessimista em sua avaliação. De acordo com o banco, a atividade econômica deve recuar 12,9% no segundo trimestre.

“Atualmente, o Brasil é um dos dos epicentros de casos de Covid-19, os testes têm sido comparativamente baixos e os dados de mobilidade mostram que a conformidade com as ordens de isolamento social do governo local está abaixo do que as autoridades desejariam. Além disso, o governo federal e as autoridades locais continuam discordando quanto ao escopo e à intensidade das medidas para lidar com a crise de saúde pública. Nesta fase, não está claro quando a curva viral atingirá o pico”, escreveu Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman para América Latina.

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As economias asiáticas e europeias, cujo impacto da pandemia na economia aconteceu já nos primeiros meses deste ano, apresentaram recuos mais acentuados no primeiro trimestre do que o Brasil.

China, país onde a doença surgiu, registrou queda de 6,8% nos três primeiros anos deste ano, o primeiro resultado negativo desde 1992. A Europa também foi fortemente impactada já no primeiro trimestre de 2020.

Na França, a atividade econômica recuou 5,8%, maior queda desde 1949, quando começaram os registros do PIB do país. Na Espanha, o tombo foi de  5,2%, o maior desde a Guerra Civil espanhola (1936-1939).

 

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