Do Estadão Conteúdo

Os chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) planejaram um resgate de dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, presídio de segurança máxima que fica no interior de São Paulo. O plano previa o uso de um caminhão blindado para derrubar o muro da unidade e libertar seis integrantes da cúpula da facção.

O esquema foi descoberto pela polícia no mês passado e revelado pelo SBT. Segundo a reportagem, os detalhes estão escritos em duas cartas apreendidas na casa de um ladrão de carro forte que foi morto pela polícia. As mensagens foram escritas, de dentro do presídio, por Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden, um dos homens de confiança de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção.

O grupo ainda explodiria um outro caminhão em frente ao batalhão da Polícia Militar para assustar e despistar os policiais. Os criminosos, segundo as mensagens, chegaram a encomendar fuzis e metralhadoras para usar em uma possível troca de tiros e até abater aeronaves.

Caso conseguissem sair da prisão, os líderes do PCC iriam para um sítio a dois quilômetros da penitenciária e depois para um esconderijo subterrâneo. Segundo a polícia, as cartas foram transportadas por uma mulher que visitava “Bin Laden” na cadeia.

Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que monitora o caso há mais de um ano e que “essa fuga jamais ocorreria porque os órgãos de inteligência da SAP monitoravam a oficina onde o veículo passaria pelo processo de blindagem”. O local fica na zona norte da capital paulista.

Ainda segunda a nota, a secretaria vai requerer a remoção do preso diretamente envolvido nesse plano para uma prisão federal de Mossoró (RN) ou de Porto Velho, em Rondônia.

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