Medo de "efeito Dilma" faz Bolsonaro recuar na eleição do comando da Câmara | Claudio Tognolli

Metrópoles

Apoiar um candidato e perder eleva expressivamente os riscos para o governo no Congresso. Sucessor de Rodrigo Maia será eleito em fevereiro

Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro durante evento

 

Acompanhando as movimentações para a sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sido aconselhado a ter uma postura contida sobre o assunto.

Os articuladores do Planalto alertam que apoiar uma candidatura e perder eleva exponencialmente os riscos para o governo no Congresso. O enfraquecimento do Centrão e do “blocão”, sob a liderança do deputado Arthur Lira (PP-AL), que reunia pouco mais de 200 parlamentares, agrava a situação. Nesta semana, partidos como MDB, DEM, PTB, PSC e outros se afastaram ou romperam com o grupo.

O principal argumento que tem sido levado ao presidente é de que o “efeito Dilma-Cunha” pode atormentar Bolsonaro se ele abraçar um candidato e ele perder. O desgaste entre a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) praticamente impossibilitou o andamento da pauta do governo no parlamento, e a ruptura culminou na abertura do processo e na aprovação do pedido de impeachment.

Em fevereiro de 2015, a disputa pela presidência da Câmara colocou Cunha em rota de confronto com o Planalto. Dilma apostou na candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Cunha reuniu esforços com o Centrão e o “baixo clero”, saindo vitorioso em primeiro turno, com 267 votos. Chinaglia recebeu 136. Começava a tormenta para a petista.

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