(Foto: Silvana Rust)

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 1ª Promotoria de Justiça junto à 1ª Vara Criminal de Campos dos Goytacazes, obteve a condenação de Uenderson de Souza Mattos. Ele foi denunciado por ordenar o assassinato da esposa, a analista judiciária Patrícia Manhães, no dia 13 de abril de 2016, durante uma emboscada em frente à sede do Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal de Campos. Mattos foi sentenciado a 28 anos e dez meses de prisão.

No fim de um julgamento que durou dois dias, o réu confessou ser o mandante do crime e negou a participação de outros dois denunciados. A Justiça, porém também condenou Genessi José Maria Filho, apontado como intermediário na contratação do executor, a 26 anos e oito meses de prisão. O terceiro acusado foi inocentado pelo Júri.

No julgamento, o juiz afirmou que as provas revelam uma morte premeditada, o que enseja maior grau de censura, em comparação com os crimes de homicídio cometidos no calor de uma discussão, sem reflexão da conduta ou consequência. A premeditação do crime também dificultou o trabalho da polícia, pois Mattos afirmou às autoridades o sumiço de R$ 1500 para tentar configurar o crime como latrocínio e afastar de si as suspeitas pelo homicídio.

Mattos e a vítima, Patrícia Manhães, têm dois filhos juntos. À época do crime, eles tinham apenas três e oito anos. O juiz lembrou também esta outra face perversa do assassinato, que privou as duas crianças do convívio com a mãe para o resto de suas vidas.

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