Mais da metade dos venezuelanos que entraram no Brasil por RR desde 2017 já deixaram o país, afirma Padilha – Claudio Tognolli
Nacho Doce/Reuters

Mais de 56 mil venezuelanos procuraram a Polícia Federal para regularizar situação no Brasil

Entre 2015 e junho de 2018, 56.740 venezuelanos procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência no Brasil. Os dados foram divulgados durante reunião do Comitê Federal de Assistência Emergencial, presidida pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Durante o período, 35.540 pediram refúgio e 11,1 mil solicitaram residência. Outros 10,1 mil agendaram atendimento, sendo que 5,9 mil não retornaram, os dados foram compilados pela PF em 28 de junho. Todos os números foram individualizados, ou seja, não consideram mais de um atendimento registrado sobre a mesma pessoa. O último dado, fechado em 15 de maio, indicava a procura de 48.646 venezuelanos por regularização junto à PF.

Entre 2017 e 2018, entraram pela fronteira de Pacaraima (RR) 127.778 venezuelanos, sendo que 68.968 saíram do País – desses, 47.855 deixaram o território brasileiro por fronteira terrestre, enquanto 21.113 pegaram voos internacionais.

Dentre os venezuelanos que deixam o País por via terrestre, 66% voltam à Venezuela via Pacaraima; 15% pela Ponte Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR); 6% via Guajará-Mirim, em Rondônia; 6% por Uruguaiana (RS); e 7% em outras localidades. Por via aérea, as principais rotas de saída são os aeroportos de Guarulhos (58%), Manaus (15%), Brasília (13%) e Galeão (11%).

Abrigos e interiorização

Ao todo, cerca de 4 mil venezuelanos estão em nove abrigos de Roraima. Está prevista a inauguração de um novo abrigo na próxima quinta-feira (19), o Rondon 1, com capacidade para cerca de 500 pessoas.

Até agora, 690 venezuelanos voluntários já foram levados a outras cidades: São Paulo, Manaus, Cuiabá, Rio de Janeiro, Igarassu (PE) e Conde (PB). Está prevista para a próxima semana nova viagem para Brasília, Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo.

Os dados são da Polícia Federal e foram divulgados pelo ministro da Casa Civil Eliseu Padilha em seu perfil oficial no Facebook na noite de segunda-feira (16).

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