Maia avisa: deputados não podem retirar apoio da CPI da Vaza Jato depois que pedido foi apresentado | Claudio Tognolli

Depois da reclamação do deputado Capitão Augusto (PL-SP), principal aliado do ministro Sergio Moro, de que o governo não estava fazendo nada para barrar a CPI da Vaza Jato, que pretende apurar os abusos cometidos pelo ex-juiz e procuradores de Curitiba, a base aliada de Bolsonaro começou a se movimentar para pressionar parlamentares a retirarem as assinaturas de apoio à abertura da investigação.

Mesmo sabendo que, segundo o regimento interno, depois de protocolado o pedido não se pode retirar a assinatura de apoio, alguns parlamentares apresentaram requerimento para retirar suas assinaturas de apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Os pedidos estão parados porque foram apresentados depois que a Mesa da Câmara validou o requerimento apresentado pela oposição. Os pedidos de retirada de assinatura foram apresentados pelos deputados Lucas Vergilio (Solidariedade-GO), Alexis Fonteyne (Novo-SP), Leandre (PV-PR), Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), Eli Borges (Solidariedade-TO), Gonzaga Patriota (PSB-PE), Schiavinato (PP-PR), Ronaldo Carletto (PP-BA) e Marina Santos (Solidariedade-PI).

Com isso, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) deverá decidir sobre esses pedidos e também sobre a instalação da CPI. Ele já adiantou que não pode aceitar os pedidos de retirada de apoio à CPI, pois o regimento não permite. “Não posso. Eu não posso retirar assinaturas”, disse.

“Não vi ainda, tenho que ver o mérito. Uma CPI precisa ter fato determinado e é isso que precisa ser analisado nas próximas semanas”, disse Maia, ao ser questionado por jornalistas se estava disposto a fazer a instalação da CPI.

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