Lewis Hamilton desafia FIA e diz que vai seguir protestando contra o racismo | Claudio Tognolli

“Não vou parar, não vou desistir”. De forma enfática, Lewis Hamilton mandou um recado direto na manhã desta terça-feira (15). O hexacampeão do mundo e cada vez mais perto do hepta escreveu nos stories de sua conta no Instagram pouco depois de a emissora britânica BBC noticiar que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) desistiu de abrir um processo investigativo sobre a postura do piloto no pódio do GP da Toscana de Fórmula 1 do último domingo.

 

Antes e depois da corrida realizada no circuito italiano de Mugello, Hamilton vestiu uma camiseta com a seguinte mensagem: “Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor”. Lewis tem sido, desde o começo da temporada 2020, o artífice de protestos que demarcam firmemente sua posição contra o racismo, discriminação de todo o tipo, repressão policial e desigualdade social.

Em Mugello, Hamilton subiu ao pódio com a camiseta que representa o protesto contra a repressão policial em mais um caso de assassinato contra pessoas pretas nos Estados Unidos.

O gesto levou a entidade que rege a Fórmula 1 a discutir uma eventual quebra de protocolo. No artigo 1.2 do seu estatuto, o órgão diz que “vai evitar se manifestar sobre discriminação por raça, cor, gênero, orientação sexual, etnia, idioma, religião, filosofia, política, situação familiar ou deficiência em suas atividades”. Lewis Hamilton avisou que não vai ceder às ameaças e não vai parar de protestar contra o racismo e a repressão policial.

Informações do GP 

 

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