Lava Jato em SP: Rodoanel na mira e prisão contra braço-direito de Alckmin – Claudio Tognolli

Laurence Casagrande Lourenço: o alvo

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (21) uma operação para prender 15 pessoas suspeitas de desvio de dinheiro nas obras do trecho norte do Rodoanel Mário Covas. A operação Pedra no Caminho também cumpre 51 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Carapicuíba, Arujá, Bofete, Ribeirão Preto e São Pedro, no estado de São Paulo, e também em Marataízes e Itapemirim, no estado do Espírito Santo.

O alvo de prisão principal é Laurence Casagrande Lourenço, ex-diretor presidente da Dersa, a estatal responsável pelas rodovias do estado de São Paulo. Atualmente, Laurence preside a Companhia Energética de São Paulo (Cesp). No último ano ele acumulou o cargo de secretário de Transportes e Logística do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Além dele, a 5ª Vara da Justiça Federal em São Paulo expediu mandados de prisão temporária contra um ex-diretor de Engenharia da Dersa, um gerente responsável pelo trecho norte do Rodoanel, fiscais e executivos das empreiteiras que realizam a obra viária, que quando estiver pronta vai ligar a Rodovia dos Bandeirantes à Dutra.

O governador Geraldo Alckmin anunciou em maio de 2017 Laurence Casagrande Lourenço como novo secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo. Laurence assumiu a pasta  no lugar de Alberto José Macedo Filho.

Tecnólogo em Produção Industrial e pós-graduado em Gerenciamento de Projetos, Laurence foi diretor-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) desde 2011. Trabalhou também na Fundação Casa e na Secretaria de Segurança Pública, além de ter ocupado cargos diretivos em importantes empresas do setor privado.

Na Dersa, coordenou a duplicação do trecho Planalto da Rodovia dos Tamoios, a implantação do Complexo Viário Polo Itaquera e as obras da Nova Tamoios Contornos e Rodoanel Norte. Nesta última obra, liderou as negociações que culminaram na celebração do contrato de empréstimo de US$ 1.150 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o maior financiamento rodoviário já concedido pela instituição.

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