Lava Jato aponta ex-diretores da Dersa em governos do PSDB por prejuízo de R$ 593 milhões no Rodoanel | Claudio Tognolli

A Lava Jato de São Paulo acusou os ex-dirigentes da Dersa Paulo Vieira de Souza, Dario Rais Lopes e Mário Rodrigues Júnior, o ex-diretor da Emurb, Marcelo Cardinale Branco e ainda 18 empreiteiras por fraudes no Rodoanel e também em outras obras viárias do governo estadual e da Prefeitura. O rombo chega a R$ 593 milhões.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informa que “de acordo com os procuradores, ‘o cartel formado teve seis fases distintas’, se iniciou em 2004, e perdurou até, pelo menos, até 2015. A Lava Jato diz que os ‘acordos ilícitos feitos nas seis fases do cartel garantiram benefícios aos envolvidos conforme as participações descritas acima, levando ao dano ao erário aproximado de R$ 571.721.000,00 (quinhentos e setenta e um milhões, setecentos e vinte e um mil reais)’. As propinas a agentes públicos teriam sido de R$ 21,3 milhões.”

A matéria ainda destaca que “a peça enumera diversas situações em que Paulo Vieira de Souza e Mário Rodrigues teriam recebido os repasses ilícitos de empreiteiras. No caso do Rodoanel Trecho Sul, Vieira de Souza teria pedido 0,75% dos contratos. Para o recebimento, teria se utilizado de contas no exterior. Ele foi preso em fevereiro, na Operação Lava Jato, sob suspeita de operar para políticos do PSDB. Segundo a força-tarefa do Paraná, ele teria movimentado mais de R$ 100 milhões.”

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