Justiça quebra sigilo do escritório de Thomaz Bastos, que morreu e deixou uma fortuna de RS$ 393 milhões | Claudio Tognolli

A Justiça Federal em São Paulo decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do antigo escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que faleceu em 20 de novembro de 2014 e sua banca encerrou as atividades logo depois.

A devassa nos dados do escritório de Thomaz Bastos foi determinada pelo juiz João Batista Gonçalves, da 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no âmbito da Operação Appius.

Em delação premiada, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que, em 2010,Thomaz Bastos viabilizou uma negociação entre o então presidente do Superior Tribunal de Justiça, Cesar Asfor Rocha, o Palácio do Planalto e a Camargo Corrêa, para enterrar a Operação Castelo de Areia.

Em depoimento à Polícia Federal, Palocci apontou suposto repasse da empreiteira no valor de R$ 50 milhões para o governo federal, que, em troca, teria de barrar a operação.

Segundo a Conjur, Thomaz Bastos morreu e deixou uma fortuna de RS$ 393 milhões.

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