Justiça americana condena José Maria Marin, ex-presidente a CBF, a quatro anos de prisão pelos crimes cometidos de 2012 até 2015 – Claudio Tognolli

A Justiça americana condenou nesta quarta-feira (22) José Maria Marin, ex-presidente a CBF, a quatro anos de prisão pelos crimes cometidos de 2012 até 2015, quando comandava a entidade. 

O dirigente foi um dos cartolas envolvidos no maior escândalo de corrupção do futebol, conhecido com o FifaGate.

A promotoria tinha pedido dez anos de prisão, mas a juiza Pamela Chen, da Corte Federal do Brooklyn, Distrito de Nova York, decidiu por uma punição mais curta e o pagamento de uma multa de US$ 4.5 milhões. 

Em dezembro de 2017, Marin foi condenado em seis das sete acusações que respondia em processo da Justiça Federal dos Estados Unidos. Ele só foi inocentado da acusação de lavagem de dinheiro na venda de direitos de TV da Copa do Brasil.

O dirigente brasileiro é acusado de receber aproximadamente US$ 2,7 milhões (R$ 8,9 milhões) em pagamento de propinas relativas à venda de direitos de televisão da Libertadores e Copa América.

A juíza Pamela Chen abriu o julgamento sugerindo sete anos de prisão. A defesa de Marin usou como argumento principalmente a idade do réu, informando que a média de idade dos prisioneiros nos Estados Unidos é de 36 anos. O ex-presidente da CBF, por sua vez, lembrou-se da esposa, Neusa Marin, de 79 anos, em seu depoimento.

– Jesus carregou uma cruz. Eu carrego duas, a minha e a da minha mulher – declarou ele, antes de ir às lágrimas.

A promotoria o acusou de sete crimes. Ele respondeu por seis:  organização criminosa (1x), fraude bancária (3x) e lavagem de dinheiro (2x). Eles estão ligados a Copa Libertadores da América, Copa do Brasil e Copa América e cometidos foram entre os anos 2012 e 2015, período em que Marin foi presidente da CBF. Na mesma ocasião, no fim do ano passado, o cartola foi absolvido de acusação de lavagem de dinheiro relativa à Copa do Brasil.

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