Itália registra segunda morte por coronavírus | Claudio Tognolli

Deutsche Welle

Duas pessoas morreram na Itália em decorrência do coronavírus no período de poucas horas. Uma mulher cuja idade não foi divulgada morreu neste sábado (22/02) na região da Lombardia, informou a imprensa local. Poucas horas antes, na noite de sexta-feira, o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, confirmou a morte de um homem de 78 anos que teria sido infectado pelo Covid-9 na região de Vêneto.

No fim de semana passado, a França relatou a primeira morte na Europa pelo vírus – um turista chinês que estava visitando Paris.

Na Itália, já foram registrados 30 casos da doença. Em Vêneto foram constatados dois casos e na vizinha Lombardia, 15 infecções. Nenhum dos pacientes esteve na China, onde o vírus surgiu em dezembro.

Dezenas de localidades no norte, que concentram cerca de 50 mil pessoas, foram isoladas pelas autoridades italianas, após a detecção do primeiro caso do Covid-19, um homem de 38 anos, morador de Codogno, na Lombardia.

Como o homem infectado nunca esteve na China, as autoridades acreditam que ele pode ter adquirido a doença ao jantar com um amigo que voltou no dia 21 de janeiro do país asiático, embora essa pessoa tenha dado negativo em exames e nunca apresentado sintomas.

A região amanheceu neste sábado com ruas vazias, atividades comerciais suspensas e tendo todos os órgãos públicos que abrem aos sábados fechados.

As autoridades ordenaram no dia anterior o fechamento imediato de escolas e outros serviços públicos em pelo menos 10 cidades da Lombardia, após o surgimento de 15 novos casos de contágio, alguns deles detectados no hospital onde o paciente de 38 anos foi atendido, onde médicos, enfermeiros e outros pacientes teriam sido contaminados.

Mercados, bares, discotecas e centros esportivos também devem permanecer fechados por pelo menos uma semana nas áreas afetadas.

O governador da região de Vêneto, Luca Zaia, informou nas redes sociais que a Defesa Civil local montou um hospital de campanha junto ao hospital de Pádua, onde há um caso da Covid-19 confirmado, com 12 tendas e no máximo 96 leitos.

Ainda neste sábado, chegou a Roma o avião das Forças Aéreas transportando 19 italianos que estavam a bordo do cruzeiro Diamond Princess, em quarentena. O grupo foi encaminhado para uma unidade do Exército, para completar o período de isolamento.

Casos em mais de 25 países

Fora da China continental, foram registradas infecções por coronavírus em mais de 25 países e mais de uma dezena de mortes devido à doença.

Uma segunda pessoa também morreu na Coreia do Sul, onde o número de casos saltou para 433, com 229 novas infecções desde sexta-feira, disseram as autoridades neste sábado, enquanto a cifra de mortos no Irã chegou a cinco, e vários novos casos foram registrados em todo o Oriente Médio.

Como os novos casos que aparecem fora da China, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a “janela de oportunidade” para conter a disseminação internacional do surto está “se estreitando”.

O surto já matou 2.345 pessoas na China e infectou mais de 76 mil pessoas.

O número de novos casos na China fora de Hubei tem diminuído de forma geral, embora novos surtos tenham surgido em várias prisões e hospitais.

No sábado, as autoridades chinesas registraram quase 400 novos casos em todo o país, menos da metade do dia anterior e apenas 31 fora de Hubei. Uma equipe de especialistas liderada pela OMS deve visitar neste sábado Wuhan, capital da província.

MD/afp/rtr/efe

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