(Foto: Pixabay)

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) variou 0,58% em junho, ficando 0,03 ponto percentual (p.p) acima dos 0,55% registrados em maio. Foi a segunda alta consecutiva do índice, que em junho atingiu seu maior patamar no ano. O acumulado dos últimos doze meses foi de 4,07%, resultado acima dos 3,87% registrados pelo mesmo indicador em maio. Em junho de 2017 o índice foi 0,38%.

As tabelas com/sem desoneração da folha de pagamento de empresas da construção civil estão à direita desta página.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 1.083,13, em junho subiu para R$ 1.089,46, sendo R$ 558,75 relativos aos materiais e R$ 530,71 à mão de obra.

A parcela dos materiais registrou variação de 0,56%, apresentando alta de 0,29 ponto percentual em relação a maio (0,27%). Considerando o mês de junho do ano anterior, a alta foi mais significativa, tendo em vista a taxa estável de 0,01% nesse mês em 2017. Já a parcela da mão de obra, mesmo com os acordos coletivos observados, variou 0,61%, apresentando queda tanto em relação ao mês anterior (0,86%), quanto frente à taxa de junho de 2017 (0,78%), de 0,25 e 0,17 pontos percentuais, respectivamente.

No primeiro semestre do ano, o acumulado ficou em 2,53% (materiais) e 1,73% (mão de obra). E, em doze meses, ficaram em 4,20% (materiais) e 3,98% (mão de obra).

Entre as regiões, o Sul teve a maior variação mensal

Com índices positivos em todos os estados da região, e acordos coletivos observados em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a região Sul ficou com a maior variação em junho, 0,88%. Nas demais regiões, as taxas são: 0,25% (Norte), 0,60% (Nordeste), 0,63% (Sudeste) e 0,27% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.074,87 (Norte); R$ 1.014,92 (Nordeste); R$ 1.140,77 (Sudeste); R$ 1.127,22 (Sul) e R$ 1.094,67 (Centro-Oeste).

Rio Grande do Sul registra a maior alta entre os estados

Sob impacto de reajuste previsto em convenção coletiva, Rio Grande do Sul, com 1,59%, foi o estado que apresentou a maior variação mensal – seguido por Santa Catarina (1,53%), Pernambuco (1,29%) e Bahia (1,16%), também com dissídios coletivos assinados. Nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Amapá também foram observados reajustes nas categorias profissionais.

O Sinapi, criado em 1969, tem como objetivo a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional, visando a elaboração e a avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos.

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