Homem de confiança de doleiro foragido tentou sacar dinheiro no Paraguai – Claudio Tognolli

 

Homem de confiança de Dario Messer, o doleiro dos doleiros, foragido da Justiça brasileira, foi flagrado tentando sacar dinheiro com o primo do presidente do Paraguai. As imagens das câmeras de segurança do banco foram obtidas pela TV ABC Color. Confira reportagem do jornal paraguaio:

 

Caso Messer não foi discutido na equipe de Marito, dizem

O membro da equipe econômica do presidente eleito Daniel Correa, disse que o caso envolvendo fugitivo da justiça Dario Messer, o “irmão de alma” de Horacio Cartes, ainda não foi tema de debate em torno de Mario Abdo.

“Foi um tratado (o caso Messer), não poderia dar uma opinião, ainda não foi debatido na equipe econômica”, disse Correa, ex-vice ministro da Economia do governo de Horacio Cartes.

A cautela de Correa difere das reações do senador reeleito Luis Alberto Castiglioni e futuro Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo eleito, que disse que o caso do “irmão de alma” do presidente Horacio Cartes, o “doleiro” brasileiro Dario Messer, fere a imagem do país perante organizações internacionais, como o Grupo de Ação Financeira (GAFI), criado em 1989.

Desde o final dos anos 90, a GAFI elabora e publica uma lista de países (lista cinzenta) com deficiências em seus sistemas para evitar a lavagem de dinheiro, que, em seguida, foi estendido para o financiamento do terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa.

“Sim, é claro que é prejudicial, essas são as coisas que devemos superar. Obviamente, foi prejudicial, a inação da Justiça, tudo isso, o presidente eleito (Mario Abdo) disse que quer liderar essa luta. Apesar de não depender apenas do Executivo “, disse ontem o futuro ministro das Relações Exteriores.

Castiglioni referiu-se à reação tardia da Secretaria de Prevenção de dinheiro e à Lavagem de Propriedade (SEPRELAD), reportando-se ao Procurador sobre a situação dos Messer, um fugitivo da justiça do Brasil para o caso Lava Jato.

O senador Castiglioni lembrou que dentro de dois anos, haverá uma nova avaliação do GAFI e o Paraguai não pode estar na “lista cinza” novamente. Ele acrescentou que o caso Messer é um “tipo de atraso neste processo”. “O que nós não queremos que este atraso se torne nossa convicção e nos coloque na lista de países não confiáveis ​​que é a lista cinzenta”, disse ele.

“Deve ser processado”

“Messer está sendo julgado e tem que ser investigado”, disse ontem o vice-presidente da recém-eleita república, Hugo Velázquez. Ele acrescentou que não “conhece” o “irmão da alma” de Cartes.

Por outro lado, o embaixador dos Estados Unidos, Lee McClenny, disse que o caso Messer é uma situação que envolve justiça no Brasil e no Paraguai, e que seu país não tem nada a ver com isso.

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