Há dois anos, a Polícia Federal apontou a existência de indícios de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometera crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; passados os dois anos, a Procuradoria-Geral da República (PGR), chefiada pela procuradora Raquel Dodge, até hoje, não se manifestou sobre prosseguimento de eventual denúncia ou de arquivamento do caso | Claudio Tognolli

Há dois anos, a Polícia Federal apontou a existência de indícios de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometera crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Passados os dois anos, a Procuradoria-Geral da República (PGR), chefiada pela procuradora Raquel Dodge, até hoje, não se manifestou sobre prosseguimento de eventual denúncia ou de arquivamento do caso.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “o inquérito sobre o caso foi concluído no fim do mandato do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em fevereiro de 2017. Desde que assumiu o comando da PGR, em setembro de 2017, a substituta dele, Raquel Dodge, pediu algumas providências, mas até agora não apresentou acusação formal ou encerrou o caso.”

A matéria relata justificativa da PGR, que diz que a investigação “não ficou parada” e que “a análise dos autos revelou a necessidade de complemento de diligências apuratórias, o que foi feito diretamente pelo órgão”.

A nota do órgão ainda diz: “por uma questão de estratégia de investigação, aguardou-se a disponibilização de elementos de corroboração que apenas recentemente foram disponibilizados. O inquérito continua em análise e, tão logo haja uma decisão, as providências cabíveis serão adotadas pela PGR.”

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