Guilherme Amado: Ausência de Bolsonaro no Supremo trouxe memória ruim a um ministro

Metrópoles

Na ditadura, os presidentes da República não compareciam às cerimônias de posse dos presidentes do STF

Ministros do STF em 1964Foto: Agência STF
A ausência de Jair Bolsonaro na cerimônia de abertura do ano do Judiciário, na terça-feira (1/1), trouxe uma lembrança macabra a um ministro do Supremo.

Na ditadura, os presidentes da República não compareciam às cerimônias de posse dos presidentes do STF, de maneira que eles não tivessem que figurar ao lado dos ministros.

O plenário da Corte, já naquele tempo, tinha todas as mesas e assentos iguais, sem nenhum destaque para algum cargo superior. O único em destaque, aliás, era do próprio ministro que estava sendo empossado, que ficava ao centro, como é até hoje.

Os generais ditadores evitavam isso para não passarem a ideia de que sua autoridade era equivalente ou inferior à do Supremo — o que, naquele momento, de fato não era.

Mais ou menos o mesmo que Bolsonaro quis fazer parecer nesta semana ao usar a justificativa da ida a São Paulo para faltar à solenidade.

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