Governo Bolsonaro ignora vacina chinesa, a mais avançada, e abre crise com estados | Claudio Tognolli

 O Ministério da Saúde apresentou na tarde desta quarta-feira (14) um cronograma para vacinação contra Covid-19 e abriu uma crise com secretários estaduais.

 

Para parte dos presentes na reunião, o governo federal está ignorando a vacina chinesa, que tem participação do Instituto Butantan, em fase avançada de testes, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

O governador de São Paulo João Doria  já anunciou as primeiras doses para o mês de dezembro.

O calendário do ministério conta apenas com a chamada vacina de Oxford, fabricada pela farmacêutica Astrazeneca, que impôs ao Brasil um contrato desvantajoso. No Brasil a vacina da Oxford/Astrazeneca será produzida pela Fiocruz e também está em fase de testes. ​

O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, reagiu à postura do Ministério da Saúde. “As vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde”, disse ao Painel.

“Todos os presentes na reunião entenderam da mesma forma. A vacina de São Paulo está sendo ignorada”, completou.

Outros secretários estaduais tiveram a mesma interpretação sobre a reunião.

Os gestores apontam que não faz sentido o governo apresentar um cronograma sem considerar a vacina chinesa, que será produzida em convênio com o Instituto Butantan de de São Paulo.

 

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