Do G1

 

Os três presos na Operação Funil, que investiga a formação de cartel no setor de combustíveis na Região Metropolitana do Recife e interior do estado, eram profissionais responsáveis por fiscalizar a qualidade do produto e coagiam empresários uniformizar o valor nas bombas. A informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (16).

De acordo com a polícia, eles são funcionários do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE) e foram detidos na terça-feira (15), quando 27 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O crime de cartel consiste na cooperação entre empresas para manipular o preço do combustível.

“Esses funcionários deveriam realizar uma fiscalização nos postos de controle de combustíveis, mas não se limitavam a esse tipo de diligência. Eles, como funcionários do Sindicombustíveis, mantinham contato com esses empresários que estão sendo investigados e realizavam a prática do cartel”, disse o delegado Germano Cunha Bezerra, titular da Delegacia de Polícia de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deccot).

Os empresários são donos dos postos investigados, que recebiam os funcionários em visitas de fiscalização e almoços. Os proprietários não foram presos porque, segundo o delegado, ainda há provas sendo analisadas.

“Uma vasta prova documental foi apreendida, não só em meio físico como magnético. Estamos analisando essas provas e outras provas podem surgir, outros postos podem estar envolvidos e outras fases da Operação Funil podem se desenvolver”, explicou o delegado.

“Há provas concretas de que essas pessoas praticavam esse alinhamento de preços”, afirmou o delegado Germano Cunha Bezerra.

O delegado informou que, apartir desta quarta-feira, empresários que não coadunavam com o cartel serão intimados a depor. “Muitos deles era coagidos, forçados a fazer parte desse intento criminoso, mas não concordaram. Esperamos que eles contribuam com a invetsigação policial”, comentou.

O presidente do Sindicombustíveis-PE, Alfredo Ramos Pinheiro, também está sendo investigado, segundo a Polícia Civil. Os três funcionários trabalhavam diretamente com ele. Pinheiro. “Se o presidente não sabia, ele estava sendo completamente ludibriado por pessoas de sua mais alta confiança”, disse o delegado.

error:
0