Força Nacional conclui missão de ajuda humanitária em Moçambique | Claudio Tognolli

Após 34 dias da segunda etapa da missão de ajuda humanitária na província de Cabo Delgado, região norte de Moçambique, a equipe de 24 bombeiros da Força Nacional de Segurança Pública que atuava no país desde o dia 5 de maio, retornou ao Brasil na noite de sexta-feira (7), marcando o fim da Operação Internacional Moçambique. No desembarque no Aeroporto Juscelino Kubitschek, os militares foram recebidos com homenagens pelo diretor da FNSP, coronel Aginaldo de Olveira, e parte do efetivo mobilizado em Brasília (DF).

Durante a missão, foram distribuídas 136 toneladas de alimentos para mais de 30 mil pessoas, em Beira, Pemba e regiões onde só era possível chegar navegando pelo Oceano Índico. Também foram entregues 5 mil lonas para a montagem de abrigos provisórios para os desabrigados e construídos dois assentamentos para 540 famílias. Os bombeiros desobstruíram 241 km de estradas e distribuíram hipoclorito de sódio para 936 famílias. O hipoclorito é usado para a descontaminação da água e previne a proliferação da cólera, doença que afeta a região.

Para o diretor da Força Nacional, a atuação dos militares brasileiros nas duas etapas da operação, que somaram 74 dias, foi de extrema importância para ajudar o país a se recompor do desastre natural. “Estamos muito felizes e agradecidos pela atuação da nossa equipe nessa missão de ajuda humanitária. Muitas vidas foram salvas na primeira etapa e os trabalhos da segunda etapa ajudaram a população atingida a retomar sua rotina com dignidade. É com grande honra que recebemos nossos militares de volta ao país, com a certeza do dever cumprido na ajuda aos nossos irmãos africanos”, disse Aginaldo.

A Força Nacional também auxiliou na recuperação emergencial de prédios públicos e escolas, participou de campanhas de vacinação contra a cólera e executou ações sociais com crianças carentes. Para o comandante da operação, major Agdes Santos, os resultados da missão foram satisfatórios. “Essa jornada chegou ao fim consagrada pelo sucesso, principalmente por termos ajudado aquelas pessoas que se encontravam em situação de vulnerabilidade em decorrência do desastre causado pela passagem dos ciclones. Temos certeza que nossas ações puderam amenizar o sofrimento daquele povo”, afirmou.

Ciclones

O ciclone Idai atingiu o solo moçambicano no fim de março. No dia 1° de abril, a primeira equipe de bombeiros da Força Nacional, composta por 20 militares, chegou à região central do país, na cidade de Beira, capital da província de Sofala, para auxiliar nos trabalhos de busca e resgate. No dia 25 de abril, o ciclone Kenneth atingiu o norte moçambicano e os brasileiros, então, partiram para a região para dar continuidade aos salvamentos, resgatando a população que ficou ilhada em locais alagados. Na segunda etapa, que teve início dia 5 de maio, os bombeiros concentraram as ações de ajuda humanitária na cidade de Pemba e Arquipélago das Ilhas Quirimbas, na província de Cabo Delgado.

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