Exportações do Brasil aos EUA caem 32% | Claudio Tognolli

As vendas brasileiras aos Estados Unidos caíram 32%, ao passar de US$ 19,8 bilhões entre janeiro e agosto de 2019 para US$ 13,4 bilhões no mesmo período de 2020, tendo petróleo e semi-manufaturados como principais itens. O déficit na balança comercial entre os dois países fechou em mais de US$ 3 bilhões negativos para o Brasil até agosto, contra apenas pouco mais de 200 milhões negativos no ano passado. Os dados foram divulgados pelo jornal El País.

Os negócios com a China, segunda maior potência econômica mundial, aumentaram quase 6%. Criticados por Jair Bolsonaro, os chineses são o maior parceiro comercial brasileiro e os negócios entre os dois países giraram em torno de US$ 69,1 bilhões (cerca de R$ 380 bilhões), com saldo para o Brasil em alta – cerca de US$ 25,5 bilhões. Os EUA são o segundo, com US$ 29,8 bilhões (R$ 164,2 bilhões aproximadamente).

Os dados apontaram para uma falta de rumo na política externa brasileira. Jair Bolsonaro demonstrou em várias ocasiões a sua submissão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por motivos como algumas posições em comum, como, por exemplo, a pena de morte para traficantes e outras colocações extremistas, além da abertura do mercado a investidores americanos.

Um dos sinais mais recentes da subserviência a Trump foi dado no mês passado, no Fórum Econômico Mundial de Davos. “Temos muita riqueza na Amazônia e eu adoraria explorar essa riqueza com os Estados Unidos”, disse Bolsonaro

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