EUA aprovam vacina de dose única da Johnson & Johnson | Claudio Tognolli

Deutsche Welle

 

Doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica Johnson & JohnsonVacina da Johnson & Johnson pode ser armazenada em geladeiras comuns

A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou neste sábado (27/02) a vacina de dose única contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Johnson & Johnson. Esse é o terceiro imunizante liberado no país, além dos desenvolvidos pela Pfizer-Biotech e Moderna.

O órgão regulador aprovou o uso emergencial da vacina da Johnson & Johnson para maiores de 18 anos. Especialistas da FDA avaliaram que o imunizante se mostrou ainda eficaz contra as novas variantes do coronavírus e concluíram que a vacina provou ser altamente eficaz na prevenção de casos graves e mortes por covid-19.

“A autorização desta vacina amplia a disponibilidade de imunizantes, o melhor método clínico de prevenção da covid-19, para nos ajudar a combater a pandemia, que já ceifou mais de meio milhão de vidas nos Estados Unidos”, afirmou a diretora da FDA, Janet Woodcock.

As primeiras doses da vacina devem começar a ser distribuídas para os centros de vacinação do país a partir deste domingo. O governo americano adquiriu 100 milhões de doses do imunizante da Johnson & Johnson.

O presidente dos EUA, Joe Biden, saudou a aprovação, mas pediu cautela, lembrando que a situação ainda pode piorar com a propagação de novas variantes do coronavírus.

“Esta é uma ótima notícia para todos os americanos e um passo encorajador nos nossos esforços para acabar com a crise”, disse Biden, em comunicado. “Há uma luz no fim do túnel, mas não podemos baixar a guarda ou dar como certo que a vitória é inevitável”, acrescentou.

A farmacêutica espera agora obter a aprovação da vacina na União Europeia (UE) em março. Após o aval europeu, as primeiras doses devem ser entregues ao bloco em abril.

Eficácia da vacina de dose única

No início deste mês, a J&J disse que os dados dos testes clínicos indicam que sua vacina contra Covid-19 é 66% eficaz na imunização contra a doença; 72% em exames realizados nos Estados Unidos; 66% na América Latina e 64% na África do Sul, onde uma variante mais resistente se espalhou.

Os testes demonstraram que a vacina previne 86% dos casos graves nos Estados Unidos e 82% na América Latina, o que na prática significaria que é altamente eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes pelo coronavírus. Mais estudos são necessários, porém, para determinar por quanto tempo dura a proteção do imunizante.

A vacina foi, de modo geral, bem tolerada pelos organismos dos voluntários, sem que houvesse o registro de reações alérgicas graves, o que ocorreu nos caso das vacinas da Pfizer e da Moderna, ainda que tenham sido casos raras.

Reações de leves a moderadas, como dores no local da injeção, dores de cabeça, musculares e fatiga, ocorreram são mais prováveis de ocorrer nos pacientes mais jovens do que nos mais velhos. Não houve registro de mortes entre os participantes que receberam a vacina, mas cinco óbitos ocorreram entre os que foram medicados com placebos.

A vacina da Johnson & Johnson pode ser armazenada em geladeiras comuns por pelo menos três meses, tornando-a logisticamente mais fácil de manusear do que as da Pfizer e Moderna, que exigem temperaturas abaixo de zero mais extremas, mas têm um percentual de eficácia superior, de até 95%.

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, foram registrados mais de 28,5 milhões de casos da doença nos EUA e 511 mil mortes. Cerca de 14% dos americanos já receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19.

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