Embraer foi excluída das decisões estratégicas na criação da joint venture criada para formatar a absorção da empresa brasileira pela Boeing – Claudio Tognolli

A Embraer foi excluída das decisões estratégicas na criação da joint venture criada para formatar a absorção da empresa brasileira pela Boeing. O memorando de entendimento, mantido sob sigilo até o início da última semana em sigilo, determinou essa exclusão. Nos termos do acordo já divulgado, a fabricante norte-americana de aeronaves deterá 80% do novo negócio e a brasileira 20% de participação no capital social e dividendos dos lucros. A nova empresa deverá operar na aviação comercial.

A reportagem do site G1, destaca que o memorando deixa clara uma posição de exclusividade da Boeing, no que diz respeito a decisões estratégicas e que a “Embraer indicaria apenas um membro para atuar como observador – sem direito a voto – junto ao conselho de administração’.

Segundo a matéria, “no memorando há ainda o período previsto de bloqueio (lock up) para venda de ações. Serão 10 anos, conforme estabelecido no documento. Essa cláusula do contrato garante que cotas das participações da Boeing e da Embraer na nova empresa não sejam repassadas a um novo sócio no período. A transação é considerada de longo prazo e também impede que alguma das partes abandone o negócio”.

A criação da empresa ainda depende de articulações com o governo brasileiro, que detém a golden share – ação especial que dá poder de veto. 

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