Eduardo Bolsonaro foi aos Estados Unidos com assessores da Presidência | Claudio Tognolli

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) utilizou três assessores presidenciais em sua visita aos Estados Unidos, na última semana, para suposto encontro, não ocorrido, com o presidente norte-americano Donald Trump. Viajaram aos Estados Unidos os assessores especiais da Presidência Filipe Martins e Arthur Weintraub (irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub), e o secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini. É o que aponta apuração dos jornalistas Marcelo de Moraes e Vera Magalhães, do blog BR Político.

Não é costume mobilizar assessores da Presidência sequer a visitas do Itamaraty, visto que este já possui estrutura e pessoal especializado para visitais internacionais, no Brasil e nos países destino, sobretudo nos Estados Unidos, onde está a mais bem equipada embaixada brasileira, ainda segundo o BR Político. O Governo, conforme os jornalistas, teria justificado a participação de assessores da presidência e do secretário executivo da Casa Civil como um esforço para demonstrar a “unidade do Estado brasileiro”.

Em Análise ao Estadão, o doutor em Relações Internacionais Lucas Leite disse que a viagem de Eduardo Bolsonaro, por si só, já foi um gesto heterodoxo na história da diplomacia brasileira, visto que demostra a exaltação do “zero três” à condição de chanceler paralelo, enquanto o Governo sequer consegue os votos necessários para sua nomeação à embaixada norte-americana.

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