Economia alemã recuou 5% em 2020 devido à pandemia | Claudio Tognolli

Deutsche Welle

Máscara em rua vazia na AlemanhaDevido ao lockdown, economistas preveem que recuperação da economia alemã só começará no terceiro ou quarto trimestre

As restrições ditadas pela pandemia de covid-19 resultaram em profunda recessão na Alemanha. Segundo uma primeira avaliação do Departamento Federal de Estatísticas, a economia do país encolheu 5% em 2020.

Assim, os estatísticos confirmam que a Alemanha resvalou para uma profunda crise conjuntural, como já estava claro desde o segundo trimestre do ano. Em março e abril de 2020, partes da economia alemã ficaram paralisadas. O mesmo ocorreu em outras grandes economias: fronteiras foram fechadas e cadeias de abastecimento, interrompidas.

Apesar de uma recuperação se esboçar em meados do ano, no trimestre seguinte, diante do aumento do número de infecções com o novo coronavírus, impuseram-se novas restrições à vida econômica e social, apesar de as fronteiras permaneceram abertas.

A economia do país só sofreu mais durante a crise econômica e financeira global de 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 5,7%.

Perspectivas de recuperação em 2021

Pela primeira vez desde 2011, a Alemanha acusou déficit orçamentário. Segundo o Departamento de Estatísticas, a federação, estados, municípios e seguros sociais gastaram 158,2 bilhões de euros além do que arrecadaram.

Em relação ao desempenho econômico total, o déficit foi de 4,8%, o maior desde a Reunificação alemã, em 1990, apenas superado pelo recorde negativo de 1995, quando os cofres públicos assumiram as dívidas da holding estatal Treuhandanstalt, encarregada de administrar, liquidar e privatizar o patrimônio da extinta República Democrática Alemã (RDA), sob governo comunista.

Considerando o confinamento continuado e enrijecido na Alemanha e em outras nações europeias, economistas partem do princípio que a esperada recuperação da economia só começará no terceiro ou quarto trimestre deste ano.

Para esse prognóstico, eles apontam dois fatores: por um lado, nos próximos meses o congestionamento da demanda deverá ser liberado; por outro, haverá o apoio das muitas centenas de bilhões de euros de ajuda do governo federal e do Banco Central Europeu (BCE). Desse modo, 2021 deverá fechar com um forte crescimento, mesmo que os níveis pré-pandemia de atividade econômica só devam ser alcançados no fim do ano.

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