DESESPERO NA JBS: Por Claudio Tognolli | Claudio Tognolli
DESESPERO NA JBS
Claudio Tognolli
Nos últimos dias, um certo desespero tomou conta da JBS. Acostumados a vitórias através de compra de pessoas com dinheiro, juízes, parlamentares, presidentes da república, o diabo, aparentemente a conta vai chegar para os Batista.
Depois de construir um império com base no crime, com dinheiro do povo brasileiro,  planejam fugir do Brasil e levar a empresa junto. E modéstia a parte esse simples escriba já havia dado essa notícia no livro A CAIXA PRETA DO BNDES. E por isso dei o nome ao meu livro anterior de TRAIDORES DA PATRIA. Porque  sabia que eles iriam trair o Brasil.
O desespero bateu porque estão percebendo que o FBI já está atrás deles, inclusive no Brasil, e visitou gabinetes de deputados da CPI do BNDES. A situação deles no Departamento de Justiça não é nada boa, pois finalmente as investigações feitas pelos promotores brasileiros chegaram até território americano.
A arbitragem do imbróglio com a Paper Excellence vai: jogavam todas as fichas que os chineses não tinham o dinheiro. Mas o dinheiro acabou depositado no Banco Itaú : e o argumento deles foi por água abaixo.
Uma ação popular no Rio de Janeiro, com desdobramentos nos Estados Unidos, sobre a fraude na aquisição do frigorífico  Bertin está dando uma dor de cabeça aos criminosos. Atiram para todo lado procurando culpados.
Essa semana  duas reportagens, da Reuters e da Blomberg, aparentemente encomendadas pelos irmãos Batista, tentam jogar a culpa na Paper Excellence por tudo que acontece. Até a prisão de José Carlos Grubisish em Nova York eles atribuem a atuação da Paper Excellence.  Mas isso não tem sido levado muito a sério, pois como uma empresa canadense, faturando pouco mais de U$ 3 bilhões, teria poder de enfrentar o poderoso império criminal dos irmãos Batista? Os irmãos Batista contrataram poderosos advogados e lobistas, inclusive da administração Trump para tentar fraudar o publico americano com uma abertura de capital da empresa que eles pretendem mudar para Luxemburgo.
Se somarmos as dívidas já assumidas pelo Grupo, e os processos em andamento, o valor ultrapassa os R$ 60 bilhões. Então, a única saída para o Grupo J&F é tirar os ativos do Brasil para evitar pagar essa dívida. Com os ativos em Luxemburgo, eles ficam fora do alcance das autoridades brasileiras.
Os Batista e suas empresas têm milhares de processos na justiça, portanto a saída é fugir do país. Esse alerta tem sido feito, resta saber como as autoridades brasileiras vão tratar do assunto.
O BNDES é controlado pela JBS. A mudança do presidente não mudou a situação. Gustavo Montezano já foi engolido pela estrutura, que tem lealdade ao grupo criminoso. Basta ver a vergonha da auditoria isentando o BNDES das responsabilidades nas operações criminosas com o grupo JBS. O Presidente Bolsonaro está sendo enrolado por Montezano e pela estrutura corporativista do BNDES.
Com tudo isso cabe a pergunta:o Brasil mudou?
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