Datafolha confirma PoderData e mostra alta rejeição a Bolsonaro | Claudio Tognolli

Poder360

Jornal vê taxa de rejeição de 44%

PoderData indicou 47% há 15 dias

O presidente Jair Bolsonaro em evento no Palácio do PlanaltoSérgio Lima/Poder360 – 10.mar.2021


17.mar.2021 (quarta-feira) – 8h25
atualizado: 17.mar.2021 (quarta-feira) – 9h31

Pesquisa Datafolha divulgada nessa 3ª feira (16.mar.2021) indica que o governo de Jair Bolsonaro é reprovado por 44% da população (pessoas que dizem que administração federal é “ruim” ou “péssima”). Outros 30% classificam o governo como “ótimo” ou “bom”. E 24% dizem que é “regular”.

Essa pesquisa da empresa do jornal Folha de S.Paulo repete quase exatamente o que já havia sido captado pelo PodeData, divisão de estudos estatísticos do Poder360.

Em levantamento de 1º a 3 de março, o PoderData encontrou os seguintes resultados numa pesquisa em todo o país: 47% de “ruim” ou “péssimo”, 31% de “ótimo” ou “bom” e 18% de “regular”.

No caso do Datafolha, o número de entrevistados foi menor (2.023 pessoas) do que o do PoderData (2.500). A empresa da Folha conduziu o levantamento apenas com quem tem telefone celular. O PoderData usa um banco de dados mais amplo, atingindo brasileiros com telefones fixos e celulares.

Leia abaixo os resultados das duas pesquisas:

DATAFOLHA

(passe o cursor do mouse pelo gráfico para visualizar os números)

PODERDATA

PoderData tem antecipado todas as tendências sobre aprovação e desaprovação do governo federal, pois faz pesquisas públicas a cada 15 dias, algo inédito no setor de levantamentos de opinião.

Do início de agosto de 2020 até agora, o PoderData já fez 16 pesquisas nacionais. O Datafolha fez apenas 4, contando a que foi divulgada agora.

 

 

Nesta semana, o PoderData está novamente em campo com uma pesquisa ainda mais ampla, com 3.500 entrevistas em todo o país –para permitir estratificações mais precisas pelos principais recortes demográficos, como renda, idade, sexo, escolaridade e região do país. Além da avaliação do governo e perguntas sobre a pandemia, o levantamento terá também uma sondagem de intenção de voto para presidente em 2022.

MAIS DA PESQUISA DATAFOLHA

Segundo o levantamento da empresa da Folha, a taxa de rejeição do governo é maior no Nordeste, onde 49% dos entrevistaram classificaram a gestão Bolsonaro como “ruim/péssima”.

O governo é pior avaliado entre os mais instruídos (55% de “ruim/péssimo”) e entre os mais ricos (54%).

A aprovação é maior entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos (35% de “ótimo/bom

”) e entre os evangélicos (37%).

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Na comparação com a avaliação de governos anteriores (também com cerca de 2 anos de mandato), Bolsonaro só não é mais rejeitado do que eram Fernando Collor de Mello e Michel Temer.

Com o mesmo tempo de mandato que o atual presidente, Collor tinha rejeição de 68% e aprovação de apenas 9%, segundo os dados do Datafolha. Fernando Henrique Cardoso tinha 18% de reprovação, mesmo percentual de Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma Rousseff era reprovada por 7% a esta altura do mandato e Temer, por 82%.

A pesquisa Datafolha foi realizada de 15 a 16 de março e considerou entrevistas (para telefones celulares) com 2.023 pessoas em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

GESTÃO DA PANDEMIA

O levantamento indica ainda que a rejeição ao trabalho do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia atingiu o maior percentual desde que a atuação do presidente frente à covid-19 começou a ser avaliada, em março de 2020.

De acordo com a pesquisa, 54% dos brasileiros avaliam como “ruim/péssima” a atuação do presidente no enfrentamento da crise. Na pesquisa anterior, de janeiro, eram 48% os que avaliavam negativamente o trabalho de Bolsonaro frente à pandemia. O recorde anterior, de 50%, foi registrado em maio de 2020, quando o número de novos casos de covid-19 e mortes pela doença começou a crescer.

O percentual dos que classificaram como “ótimo” o trabalho do Executivo no combate ao coronavírus recuou 4 pontos percentuais, de 26% para 22% (no limite da margem de erro). O percentual dos que consideram a gestão “regular” permaneceu estável, em 24%.

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