Corregedor geral substituto da PF, Bráulio Cézar da Silva Galloni, enviou nesta quinta-feira, 18, documento a delegados de todo o país determinando a suspensão dos inquéritos em andamento que têm como base informações do Coaf sem autorização judicial | Claudio Tognolli

Corregedor geral substituto da PF, Bráulio Cézar da Silva Galloni, enviou nesta quinta-feira, 18, documento a delegados de todo o país determinando a suspensão dos inquéritos em andamento que têm como base informações do Coaf sem autorização judicial.

Policial federal carrega uma bolsa ao chegar à sede da Polícia Federal em São Paulo
Policial federal carrega uma bolsa ao chegar à sede da Polícia Federal em São Paulo (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

O corregedor geral substituto da PF, Bráulio Cézar da Silva Galloni, enviou nesta quinta-feira, 18, documento a delegados de todo o país determinando a suspensão dos inquéritos em andamento que têm como base informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial.

A orientação do corregedor diz que, apesar de a Polícia Federal não ter sido formalmente intimada, foi determinada “a suspensão do processamento de todos os inquéritos (…), em trâmite no território nacional, que foram instaurados à míngua de supervisão do Poder Judiciário e de sua prévia autorização sobre os dados compartilhados pelos órgãos de fiscalização e controle”.

Segundo o corregedor, a decisão atinge não somente inquéritos em que tenham sido utilizados relatórios de inteligência financeira, mas outras peças de informação da Receita Federal e do Banco Central.

Decisão da PF foi tomada depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu temporariamente todas as investigações em curso no país que tenham como base dados sigilosos detalhados compartilhados pelo Coaf e pela Receita Federal sem autorização prévia da Justiça.

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