Copa do Mundo registra 45 casos de assédio sexual na Rússia – Claudio Tognolli
Reprodução

Um dos dados que marcou a Copa da Rússia foi o número de casos de assédio sexual. Ao todo, 45 foram registrados, segundo a entidade Fare, aliada da Fifa no controle de questões de discriminação no Mundial.

Dos 45 casos registrados, 30 deles foram sofridos por mulheres nas ruas e estádios e os outros 15 foram denunciados por jornalistas, que trabalhavam na cobertura do Mundial. “Claramente esse número é subestimado. Talvez o número real seja 10 vezes maior do que este, mas é difícil saber porque têm casos que não foram reportados”, disse o diretor da Fare, Piara Power.

De acordo com a Fifa, os torcedores responsáveis pelos assédios tiveram seus fan IDs (espécie de carteirinha de cadastro de torcedor, indispensável para estrangeiros nos estádios da Rússia) confiscados.

Na Rússia, o Ministério do Interior abriu um inquérito formal contra os brasileiros que, nos primeiros dias da Copa do Mundo, constrangeram uma mulher em Moscou, num vídeo que difundiram pela internet.

A decisão do governo foi uma reação à denúncia apresentada pela advogada e ativista russa Alyona Popova. Numa carta endereçada a ela, a polícia de Moscou confirmou que iniciou investigações.

Documento
O documento, obtido pela reportagem do Estado, indica que um registro especial foi dado ao caso, dentro do Ministério do Interior. As autoridades tinham um mês para dar uma resposta à ativista, o que significava que tinham um prazo até 20 de julho para tomar uma decisão. Mas anteciparam o processo e, em apenas dez dias, optaram por iniciar o inquérito.

Na carta enviada ao governo, a ativista considerava que “cidadãos estrangeiros deveriam pedir desculpas publicamente, e para a menina, e todos cidadãos russos diante do sexismo, da falta de respeito às leis da Federação Russa, o desrespeito por um cidadão russo, insultos, humilhação da honra e dignidade de um grupo de pessoas com base em seu gênero”. (Com informações da Agência Estado)

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