Confiança do consumidor cresce pelo 3º mês consecutivo e é a maior desde dezembro de 2014 – Claudio Tognolli

Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) cresceu 1,1% frente a agosto e atingiu 105,9 pontos em setembro. Esse foi o terceiro mês consecutivo de alta no indicador, que acumula aumento de 7,7% no último trimestre e é o maior desde dezembro de 2014, quando atingiu 109,2 pontos. A informação é da pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (28). 

Apesar da alta, o INEC continua abaixo da média histórica, de 107,7 pontos, o que sinaliza que os brasileiros estão menos confiantes que o usual. A alta do INEC se deve, sobretudo, aos índices de expectativas de inflação, que cresceu 7,7%, e o de desemprego, com aumento de 4,3% em setembro ante a agosto. Isso sinaliza maior otimismo da população com relação a trajetória de preços e ao crescimento do emprego. O índice de endividamento teve alta de 1,6%, o que denota queda do endividamento das famílias em relação aos últimos três meses.

No entanto, a situação financeira da população, cujo índice recuou 3,1%, piorou. Houve ainda piora nas expectativas sobre a renda própria, com queda de 0,6% no indicador, e para compras de bens de maior valor, cujo índice reduziu em 0,4% neste mês em relação a agosto.

O INEC é um indicador que ajuda a antecipar variações na atividade econômica. Consumidores confiantes tendem a comprar mais. Com a reação do consumo, as empresas aumentam a produção e tendem a fazer investimentos e a contratar trabalhadores, o que alimenta o círculo virtuoso de crescimento da economia.

Esta edição do INEC, feita em parceria com o IBOPE, ouviu 2.000 pessoas em 126 municípios entre 22 e 24 de setembro. 

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