Com dificuldade em fundar partido, Bolsonaro cogita filiação em março | Claudio Tognolli

Correio Braziliense

Ingrid Soares

 

 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta segunda-feira (23/11), sobre a dificuldade de tirar do papel o partido Aliança pelo Brasil. Caso a sigla não deslanche, o chefe do Executivo afirmou que, em março, terá uma nova opção, devendo se filiar a um partido já existente. A declaração, sem mais detalhes, foi feita a uma apoiadora que disse fazer parte do Aliança no Paraná. “Não é fácil formar um partido, hoje em dia. A gente está tentando, mas, se não conseguir, a gente, em março, vai ter uma nova opção, tá ok?”, ressaltou.

Como o Correio mostrou, no domingo, apesar de Bolsonaro tentar, há mais de um ano, fundar a sigla, ainda está longe de atender os requisitos para obter o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São necessárias 492 mil assinaturas para que o partido seja criado, no entanto, até novembro, conseguiu reunir apenas 42.789 mil rubricas válidas, ou seja, perto de 9% do mínimo almejado.

A intenção era de que o Aliança deslanchasse ainda para estas eleições municipais, o que não se concretizou. Dirigentes dizem que o partido segue dentro do prazo, que mais de 195 mil assinaturas ainda não foram apreciadas, devido ao período eleitoral, e que outras 50 mil serão lançadas no sistema.
Eles acreditam que, caso o Aliança tivesse obtido registro a tempo de participar das eleições municipais, o alcance do apoio de Bolsonaro a candidatos poderia ter sido maior. Dos sete postulantes a prefeito em capitais avalizados por ele, apenas dois foram para o segundo turno.

Em meio às incertezas sobre o Aliança, Bolsonaro também já disse que não pode investir 100% na criação do partido, tem mantido conversas com outras siglas e considerou retornar para a antiga legenda, o PSL, ou mesmo recorrer ao centrão.

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