Cointelegraph Brasil: Produtor é acusado de manter pirâmide financeira com investimentos para filmes famosos | Claudio Tognolli

Uma pirâmide financeira pode ter sido movimentada pelo produtor cinematográfico brasileiro de filmes, Rodrigo Teixeira. De acordo com o CriptoFácil, investidores insatisfeitos decidiram denunciar o esquema que envolvia a promessa de lucro a partir do financiamento de obras audiovisuais.

Assim, conhecido por seu trabalho nos filmes “Alemão” e “Tim Maia”, Rodrigo Teixeira estaria em débito com alguns investidores, que não receberam o dinheiro de volta do produtor de filmes.

Enquanto isso, Rodrigo Teixeira nega que exista qualquer prova substancial sobre umas das dívidas cobradas judicialmente. Em um dos casos, a empresa criada pelo produtor, a RT Features, pagou para um investidor um cheque sem fundo.

Pirâmide financeira com filmes

O produtor Rodrigo Teixeira é acusado de movimentar uma pirâmide financeira com a promessa de lucro a partir de investimentos de obras audiovisuais. Na Justiça, clientes cobram pagamentos da produtora do brasileiro, localizada na Califórnia, nos Estados Unidos.

Desse modo, é pelos EUA que o processo contra a RT Features e o produtor brasileiro é movimentado por investidores que esperam por pagamentos em atraso. Um dos investidores dos negócios de Teixeira é o empresário Luiz Müssnich.

O empresário alega que falta transparência para o negócio, e cita até a prática de pirâmide financeira envolvendo o produtor de filmes consagrados no Brasil. Por outro lado, a empresa RT Features se defende, e diz que não existem provas sobre as acusações apresentadas pelo empresário, segundo a Folha.

“A queixa carece totalmente de substância ou mérito jurídico.”

Indicado ao Oscar

Pirâmides financeiras são conhecidas no mercado pela oferta de lucro fácil e duvidoso. Na maioria dos casos, o negócio é insustentável e utiliza o dinheiro de novos investidores para pagar os antigos usuários, configurando assim uma rede que pode chegar ao fim em qualquer momento.

Assim como acontece com criptomoedas, que são associadas indiretamente as pirâmides financeiras, Rodrigo Teixeira teria utilizado a produção de filmes para arrecadar investimentos.

No caso do produtor, ele oferecia lucro a partir do financiamento de obras famosas no cinema brasileiro e no exterior. Teixeira foi produtor até de um filme indicado ao Oscar, o “Me Chame Pelo Seu Nome”.

Cheque sem fundo

As queixas contra o produtor brasileiro de cinema se transformaram em processos judiciais movimentados nos Estados Unidos. Além do empresário Luiz Müssnich, o executivo conhecido como Mansur Filho também investiu no negócio apontado como pirâmide financeira.

Assim, pertence ao filho do banqueiro Carlos Alberto Mansur o caso envolvendo a produtora e um cheque sem fundo utilizado para quitar uma dívida de investimentos em filmes comandados por Rodrigo Teixeira.

De acordo com o processo envolvendo o caso, Mansur Filho investiu R$ 1,7 milhão no negócio, mas recebeu de volta somente R$ 737 mil. Dessa forma, ele decidiu processar a RT Features em busca de receber todo o dinheiro de volta.

Em um acordo firmado entre as partes judicialmente, o valor restante foi pago através de um cheque de R$ 963 mil. Porém, ao tentar receber a quantia, Mansur Filho percebeu que o cheque era sem fundo.

Por fim, a RT Features se defende das acusações e esclarece que parte dos já R$ 963 mil foram pagos ao empresário brasileiro, e que o valor restante ainda está sendo discutido judicialmente.

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