China finalmente permite entrada de especialistas da OMS | Claudio Tognolli
Emblema da Organização Mundial da Saúde na sede da entidade em GenebraEmblema da Organização Mundial da Saúde na sede da entidade em Genebra

Deutsche Welle

Uma equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu permissão para viajar à China nesta semana para realizar uma investigação sobre as origens do coronavírus Sars-Cov-2, o causador da covid-19. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (11/01) pela Comissão Nacional de Saúde chinesa.

A notícia encerra meses de um impasse entre o governo de Pequim e a OMS, após extensas negociações entre as duas partes. Nas últimas semanas, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, vinha se queixando dos atrasos.

Membros da equipe internacional já haviam deixado seus países de origem rumo à China nos primeiros dias do ano, mas, segundo Tedros, os chineses ainda não tinham fornecido as autorizações necessárias para o acesso ao país, que registrou oficialmente o primeiro surto mundial de covid-19 na cidade de Wuhan, nos últimos dias de dezembro de 2019.

O Ministério do Exterior chinês disse que havia ocorrido um “mal-entendido”, e garantiu na semana passada que “nunca houve nenhum problema de cooperação” com a OMS. Segundo o órgão, a entidade de saúde sabia que não se tratava apenas de “um problema de visto”, e acrescentou as duas partes ainda preparavam a visita. Os cientistas tiveram de voltar para seus países de origem até que a situação fosse resolvida.

O Ministério disse que a China aprovou a visita para possibilitar uma “troca de perspectivas entre os cientistas chineses e os especialistas médicos dentro da cooperação científica pra rastrear a origem do novo coronavírus”.

Teorias divergentes sobre origem do coronavírus

Em um breve comunicado publicado em seu portal de internet, a Comissão Nacional de Saúde apenas indica que os técnicos da OMS chegarão à China na próxima quinta-feira. Não foi esclarecido se os especialistas poderão viajar também a Wuhan.

A missão, considerada como prioritária para a OMS, é formada por especialistas ligados à entidade e à Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) e à Organização Mundial da Saúde Animal, com integrantes de Estados Unidos, Japão, Rússia, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Austrália, Vietnã, Alemanha e Catar.

A teoria inicial sobre a origem da doença afirma que o coronavírus se espalhou por um mercado de produtos frescos e animais em Wuhan. A imprensa oficial chinesa, controlada pelo regime comunista, porém, vem promovendo nos últimos meses narrativas alternativas para tirar o país do foco, apontando, por exemplo, que o surto pode ter surgido a partir de alimentos congelados importados de outros países. A China vem sendo acusada de ter tentado abafar inicialmente o surgimento da doença.

Os especialistas da OMS já tenham visitaram a China em fevereiro e julho do ano passado, mas não revelaram detalhes de suas investigações.

Tedros comemorou a decisão chinesa. “Esperamos trabalhar próximo aos nossos parceiros chineses nesta missão crítica para identificar a fonte do vírus e sua rota de transmissão aos humanos”, escreveu em seu perfil no Twitter.

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