O furo é do jornal Valor Econômico: 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou uma nova investigação sobre as empresas BR Distribuidora, controlada pela Petrobras, e contra a Ipiranga (grupo Ultra) e Raízen (Cosan e Shell), que são líderes no setor de distribuição de combustíveis no Brasil. O objetivo é verificar se essas empresas cometeram crimes na cobrança de preços de combustíveis. Essa é uma apuração sobre um suposto cartel.

As investigações iniciadas no Cade poderão levar a multas de 0,1% até 20% no faturamento obtido no ano passado por cada uma dessas empresas. Elas sofreram um processo aberto no último dia 31 de julho pela Polícia Civil sobre a manipulação nos preços de combustíveis. Também houve apuração pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba, um órgão do Ministério Público do Paraná.

“A suspeita é que essas distribuidoras controlam de forma indevida e criminosa o preço final dos combustíveis nas bombas dos postos de gasolina com bandeira das distribuidoras, restringindo assim o mercado”, informou a Polícia Civil.

Vamos lembrar: 

Já vazaram detalhes da Operação Dubai, feita contra o Cartel de Combustíveis Cascol. O que mais chama a atenção é que nela constam nomes do Cartel Raízen/Shell, Ipiranga e BR, que há quase duas semanas foram alvo de outra operação, que prendeu em Curitiba 8 de seus membros –e gerou o congelamento de RS$ 479 milhões em bens do Cartel.

A Operação Dubai– que investiga, entre outros crimes, a formação de cartel no setor de combustíveis no Distrito Federal – alcança, a cada movimento, ainda mais pessoas. Os agora 28 réus na Justiça, os quais demonstravam influência do governo do Distrito Federal para barrar propostas que contrariavam seus interesses, também buscavam atuação junto a representantes do povo na Câmara Legislativa (CLDF).

O Cartel  Raízen/Shell, Ipiranga e BR tem os seguintes membros envolvidos na Operação Dubai: Paulo Roberto Marcondes – gerente da Distribuidora Petrobras; Alexandre Bristos Borges – gerente da Distribuidora Ipiranga; Adão do Nascimento Pereira – gerente da Distribuidora Petrobras; André Rodrigues Toledo – gerente da Distribuidora Ipiranga; Marc de Melo Lima – gerente da Distribuidora Raízen (Shell); Vicente de Paulo Martins – gerente da Distribuidora Petrobras.

Vamos fazer uma cronologia do Cartel: em 2015 a Raízen/Shell foi condenada a pagar RS$ 32 milhões por prática de cartel; há 15 dias, veio contra o Cartel Raízen/Shell, Ipiranga e BR a operação em Curitiba; há uma semana se soube que o Cartel Raízen/Shell, Ipiranga e BR está investigado na Operação Dubai: e agora o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou uma nova investigação sobre as empresas BR Distribuidora, controlada pela Petrobras, Ipiranga (grupo Ultra) e Raízen (Cosan e Shell).

Pode-se dizer que há uma autêntica Lava Jato contra o Cartel Raízen/Shell, Ipiranga e BR

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