Carta de despedida de suplente da Álvaro Dias revela que ele sabia estar no Alvo da Lava Jato – Claudio Tognolli

A Operação Piloto, desdobramento da Lava Jato no Paraná deflagrada nesta terça-feira (11) e que prendeu o ex-governador e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB), juntamente com sua mulher, Fernanda Richa, além do ex-secretário da Casa Civil Deonilson Roldo e o irmão do ex-governador, também tem como alvo o banqueiro e empreiteiro Joel Malucelli. O empresário é suplente do presidenciável Álvaro Dias (Podemos) no Senado, além de ser o proprietário do jatinho utilizado por ele em sua campanha presidencial. Ao todo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Paraná, está cumprindo 15 mandados de prisão.

Em 3 de junho passado o empresário Joel Malucelli (Podemos) pediu licença da condição de primeiro suplente de Alvaro Dias, pré-candidato à Presidência pelo partido Podemos. Segundo a assessoria, o pedido foi feito por meio de carta, enviada ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) nesta segunda-feira (2). A suplência é uma espécie de linha sucessória para o cargo de senador e especifica, já na eleição, quem assume o cargo em caso de renúncia do titular.

Na prática, a licença pedida pelo empresário não tem efeito legal. Não há nada no Regimento Interno do Senado prevendo licenças de suplentes de senadores, já que nem estão no exercício do mandato”

O empresário alegou à presidência do Senado “desconforto com as tentativas injustas iniciadas ao longo da pré-campanha eleitoral para atingi-lo e, supostamente, prejudicar Alvaro Dias”.”

” Alvaro Dias, por meio de sua assessoria, reagiu à decisão de Malucelli chamando-a de “atitude de grandeza”.”

VEJA A CARTA DE DESLIGAMENTO DE MALUCELLI:



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