c | Claudio Tognolli

“Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: Confie 100% só em mim e minha mãe”, disse Bolsonaro, em rápida entrevista na porta do Palácio do Alvorada, neste sábado, em Brasília (a mesma entrevista em que ameaçou demitir o presidente do BNDES, Joaquim Levy).

Na entrevista, Bolsonaro insinuou que Moro não é indemissível: “Todo mundo pode ser [demitido]. Muita gente se surpreendeu com a saída do general Santos Cruz (demitido da Secretaria de Governo na quinta-feira]. Isso pode acontecer. Muitas vezes, a separação de um casal você se surpreende: ‘Mas viviam tão bem!’. Mas a gente nunca sabe qual a razão daquilo. E é bom não saber. Que cada um seja feliz da sua maneira”.

O presidente não deu detalhes sobre o que motivou a saída do general Santos Cruz do governo.

Apesar da indicação de que começa a deixar Moro à sua própria sorte, Bolsonaro defendeu seu “legado”: “O Moro foi responsável, não por botar um ponto final, mas por buscar uma inflexão na questão da corrupção. E mais importante: [Moro] livrou o Brasil de mergulhar em uma situação semelhante a da Venezuela. Onde estaria em jogo não o nosso patrimônio, mas a nossa liberdade”

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