Brasil tem novo aumento na ocupação de leitos em UTI para Covid, indica Fiocruz

Por g1


Imagem mostra nível de ocupação dos leitos de UTI desde julho de 2020 — Foto: Fiocruz

Imagem mostra nível de ocupação dos leitos de UTI desde julho de 2020 — Foto: Fiocruz

O Brasil registrou aumento nas taxas de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 em 11 estados e no Distrito Federal, informou a Fiocruz em boletim divulgado nesta quarta-feira (26).

O maior aumento na ocupação em pontos percentuais foi no DF, que também registrou a pior taxa de ocupação: 98%. Na semana passada, o índice era de 74%. O crescimento foi igual ao do Amapá, que viu aumento de 45% para 69% nos leitos intensivos ocupados.

Com o acréscimo de leitos, Maranhão, Mato Grosso e Pernambuco registraram queda nas ocupações; Pernambuco, entretanto, continua na zona de alerta crítico, com 81% dos leitos ocupados.

Ao todo, 6 estados e o DF têm alerta “crítico” no nível de ocupação dos leitos. Outros 12 estados ficaram na zona de alerta intermediário, e apenas 8 não entraram na zona de alerta.

Estados com ocupação crítica nos leitos de UTI:

  • Distrito Federal (98% de ocupação)
  • Rio Grande do Norte (83% de ocupação)
  • Goiás e Piauí (82% de ocupação)
  • Pernambuco (81% de ocupação)
  • Espírito Santo e Mato Grosso do Sul (80% de ocupação)

 

Espírito Santo, Goiás e Pernambuco já tinham alerta crítico na ocupação dos leitos na semana passada.

Estados com nível de alerta intermediário na ocupação dos leitos de UTI:

  • Mato Grosso (78% de ocupação)
  • Tocantins (77% de ocupação)
  • Pará (76% de ocupação)
  • Amazonas e Ceará (75% de ocupação)
  • Roraima (70% de ocupação)
  • Amapá (69% de ocupação)
  • Bahia (67% de ocupação)
  • São Paulo (66% de ocupação)
  • Rondônia (65% de ocupação)
  • Rio de Janeiro (62% de ocupação)
  • Paraná (61% de ocupação)

 

Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Roraima e Tocantins já estavam com alerta intermediário na semana passada. Mato Grosso deixou a zona de alerta crítico, caindo na zona de alerta intermediário.

Ocupação nas capitais

 

Entre as 25 capitais com taxas de ocupação divulgadas, 9 estão na zona de alerta crítico:

  • Rio de Janeiro e Brasília: 98%
  • Belo Horizonte: 95%
  • Fortaleza: 93%
  • Porto Velho, Cuiabá e Natal (estimado): 89%
  • Macapá: 82%
  • Rio Branco: 80%

 

As outras 14 capitais com dados divulgados estão na zona de alerta intermediário:

  • Teresina (estimado) e Campo Grande: 79%
  • Vitória: 77%
  • Manaus e Goiânia: 75%
  • São Paulo e Curitiba: 71%
  • Boa Vista: 70%
  • Palmas e Florianópolis: 69%
  • Salvador: 67%
  • Maceió: 65%
  • São Luís: 64%
  • Porto Alegre: 60%

 

Situação está ‘nitidamente piorando’, dizem pesquisadores

 

Ao divulgar os dados, os pesquisadores do observatório pontuaram que a situação da pandemia no país está “nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia”.

“Não se pode ignorar que o quadro está piorando, apesar de estar claro que o cenário com a vacinação é muito diferente daquele observado em momentos anteriores mais críticos da pandemia, nos quais se dispunha de muito mais leitos”, apontam os cientistas.

 

Eles salientaram que, como a variante ômicron é bastante transmissível, mesmo que haja uma proporção menor de casos graves – graças à vacina –, se muitas pessoas se infectam, a quantidade que acaba precisando de um leito de UTI também cresce.

Além disso, ainda há uma parte da população que não recebeu a dose de reforço e, também, não recebeu nenhuma dose de vacina. O Brasil tem, hoje, 69% da população com duas doses (ou a dose única) de vacina.

“Em pleno verão, são comuns os registros de aglomerações, a negligência com o uso de máscaras de boa qualidade, bem como o desrespeito à necessidade de isolamento por tempo adequado na ocorrência ou suspeita de ocorrência da infecção”, afirmam os pesquisadores.

 

O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95

“É fundamental empreender esforços para avançar na vacinação e controlar a disseminação da Covid-19, com o endurecimento da obrigatoriedade de uso de máscaras e de passaporte vacinal em locais públicos”, avaliam.

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