Bolsonaro volta a pregar retorno ao trabalho e diz que OMS se associou a ele | Claudio Tognolli

O Globo

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro usou trecho de pronunciamento do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, para sustentar que, agora, até a entidade internacional defende o retorno ao trabalho.  Ele aventou a possibilidade de convocar novamente cadeia nacional de rede e TV nesta noite para comentar a fala do diretor-geral da entidade. Na véspera, Tedros citou a preocupação com pessoas isoladas em lugares mais pobres do mundo que têm que trabalhar diariamente para ganhar o “pão de cada dia”.

 

Mais cedo, Bolsonaro havia publicado um vídeo com a parte da fala de Tedros, legendas, em suas mídias sociais. A OMS, no entanto, continua pregando o isolamento e o distanciamento social como principais medidas contra a Covid-19.

Depois de sair do carro, o presidente foi saudado com a menção ao dia 31 de março, quando o golpe militar de 1964, exaltado por ele, completa 56 anos.

– Porra, é o dia da liberdade hoje – respondeu Bolsonaro, disse ao deixar o Palácio da Alvorada.

 

Quando uma liderança da greve dos caminhoneiros de 2018 lhe parabenizou, o presidente pediu que ele se falasse voltado para os repórteres que estavam no local. Júnior, como se apresentou, disse que a categoria protestou contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto do presidente.

– Sintam-se abraçados por nós, leve o desejo da categoria de manter o Brasil seguindo, porque nós temos no senhor um espelho de vida, um ídolo, e pode ter certeza que a classe dos caminhoneiros está sob seu comando – declarou o caminhoneiro.

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