Bolsonaro grava vídeo elogiando CIA | Claudio Tognolli

O presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), enalteceram a CIA em live transmitida pelo Facebook na segunda-feira (18), durante visita oficial aos Estados Unidos. Para o deputado, a CIA é “a ABIN dos EUA”, com “altíssima informação”. Durante a visita à agência de espionagem responsável por tantas ações repressivas na América Latina e no mundo, o presidente e seu filho trocaram opiniões sobre assuntos de interesse mútuo e discutiram sobre a situação na região, em mais mais uma demonstração de que o governo brasileiro intensificará ações, em parceria com Trump, para desestabilizar a Venezuela, associando-se à ofensiva golpista e intervencionista.

Durante a visita à CIA, que não estava prevista na agenda oficial, Bolsonaro foi recebido pela diretora da agência de espionagem, Gina Haspel. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, o encontro sinalizou a disposição do governo brasileiro em estreitar laços com a CIA no combate aos “crimes transnacionais” e, eventualmente, na assinatura de acordos “na área de inteligência”.

Eduardo Bolsonaro disse que a comitiva brasileira conversou com a CIA sobre a realização da “maior conferência conservadora do mundo”, ainda este ano no Brasil. “Vamos unir os conservadores brasileiros e da América do Sul”, disse. “Nossa missão é brecar o socialismo”.

Jair Bolsonaro mostrou-se deslumbrado com o “orgulho” que têm nos Estados Unidos pelas Forças Armadas e mencionou com admiração o fato de que que os Estados Unidos “estão sempre em guerras”, contra países “que podem destruir o mundo”. Aproveitou para criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em sua opinião enfraqueceu as Forças Armadas brasileiras.

Bolsonaro fez ataques ao socialismo e ao comunismo e citou o presidente norte-americano: “Como disse Trump, na Venezuela o socialismo não fracassou, deu certo, porque há fome”. Obcecado no combate à esquerda, o presidente de extrema-direita atacou PT, PCdoB e PSOL, para os quais, segundo ele, as fronteiras da Venezuela permanecem abertas.

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