Por volta das 17h40, desta sexta-feira (25), manifestantes bloquearam o trânsito em frente a prefeitura de Feira de Santana para chamar a atenção sobre o alto valor dos combustíveis na cidade e também declarar apoio a greve dos caminhoneiros que hoje completa cinco oito dias.

Professores, estudantes e comunidade foram às ruas do centro da cidade com cartazes pedindo a privatização da Petrobras e também de mensagens contra a corrupção no país.

O professor Bruno Calhau, um dos participantes do grupo, disse que a maior insatisfação dos manifestantes é em relação ao cartel dos combustíveis e alguns membros defendem a privatização. Para ele, a justiça federal e o Ministério Público parecem não enxergar essa realidade e a greve dos caminhoneiros foi o grande estopim para dizer que a população não aguenta mais.

“Os combustíveis em todo o país giram em torno no mesmo valor e ninguém fala nada. Não existe concorrência. Estamos apoiando os caminhoneiros e lutando contra o cartel. Não adianta baixar o preço do diesel e deixar a gasolina no valor que eles bem entendem”, afirmou.

O professor salientou também que o Brasil vende combustíveis para outros países como o Uruguai a preços muito menores do que os que são apresentados para a população. Ele considerou essa situação lastimável, uma vez que existem muitas pessoas em sistemas privilegiados, enquanto outras vivem a duras penas pagando impostos altíssimos.

“Não dá para aceitar a gasolina de uma empresa nossa que é a Petrobras sendo vendida em nosso país a R$ 5,20 e até R$ 10 como foi visto em Brasília. No Uruguai custa muito abaixo. Enquanto existir um objetivo de lesar a população vamos chamar a atenção e protestar”, finalizou.

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