Área onde prédios desabaram no Rio é dominada por milícia de amigo de Queiroz | Claudio Tognolli

A região dos prédios que desabaram nesta sexta-feria 12 na Muzema, Zona Oeste do Rio de Janeiro, era dominada por milicianos e os prédios foram levantados por eles, segundo a prefeitura.

 

Segundo investigações do Ministério Público, o chefe da milícia no local é o major Ronald Paulo Alves Pereira, preso no início do ano pela operação Os Intocáveis. Ele também é suspeito de ligação com a morte da vereadora Marielle Franco.

Outros milicianos da região que estão presos são Maurício Silva da Costa, tenente reformado; e Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais, que está foragido há quase três meses. Ele foi companheiro de Fabrício Queiroz na PM, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e tinha a mãe e a mulher nomeadas no gabinete do então deputado estadual e atual senador.

As construções de imóveis continuaram, porém, mesmo após as prisões, segundo relatos de moradores. O conjunto habitacional foi levantado no meio da comunidade sem documentação de autorização. “Escrituras” sem validade eram vendidas aos moradores, que podiam pagar parcelados pelos imóveis. Os valores variam entre R$ 15 mil e R$ 25 mil, com parcelas de R$ 2 mil por mês

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