O consumo de combustíveis caiu 13% em maio, ante igual período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Impactadas pela crise no abastecimento decorrente da greve dos caminhoneiros, as vendas totalizaram 9,894 bilhões de litros no mês retrasado, o pior mês de maio desde 2010 e o menor volume mensal desde fevereiro de 2012. Segundo a ANP, o consumo nacional acumula uma queda de 1,1% em 2018.

A comercialização de diesel recuou 18% em maio e acumula uma baixa de 0,6% no ano. Até abril, o consumo do derivado vinha subindo 4,2%. Já as vendas de gasolina caíram 19%, frente a maio de 2017.

Mesmo com essa retração, a Petrobras anunciou mais um reajuste do gás de cozinha, o GLP (gás liquefeito de petróleo). O preço vai aumentar 4,4% a partir desta quinta-feira (5). A estatal também informou que vai elevar em 0,9% preço da gasolina comercializada nas refinarias.

O anúncio foi feito pouco mais de um mês após a mobilização dos caminhoneiros e dos petroleiros, que paralisaram o país por dez dias justamente contra o aumento do preço do diesel e dos derivados do petróleo.

A estatal afirmou, em nota, que o novo aumento do gás de cozinha reflete a desvalorização do real frente ao dólar e a elevação das cotações internacionais.

O preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 52,47% e o diesel 49,92%.

 

Nas gestões anteriores, os custos de venda dos produtos refinados pela Petrobras se sustentava nos custos nacionais de produção do petróleo, independente das alterações nos preços internacionais.

 

Enquanto isso, Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, abriu consulta pública para modernizar o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis.

A ideia é que “os postos de gasolina possam se submeter a testes voluntários, oferecendo constantemente ao consumidor combustíveis com qualidade comprovada”.

Mais gastos e ônus para postos: a maioria deles reféns do cartel Raízen/Shell, BR e Ipiranga, que domina 70% do mercado.

O presidente Michel Temer desembarcou em São Paulo dia 15 de junho ao lado do ministro Eduardo Guardia (Fazenda) para uma conversa com um grupo de empresários. O encontro aconteceu  na casa de Rubens Ometto, chefe do cartel Raízen/Shell

Segundo aliados do emedebista, a iniciativa tinha a intenção de apresentar os planos do governo e tentar apaziguar os ânimos do mercado.

 

Parece que os ânimos estão apaziguados para o cartel: os preços sobem como nunca e a ANP continua trabalhando para impedir a livre concorrência do cartel com as distribuidoras que dele não fazem parte.

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