Após reunião com cartel das grandes distribuidoras de combustíveis o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, não garante a chegada da redução de RS$ 0,46 às bombas – Claudio Tognolli

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, reconheceu nesta quarta-feira que o desconto de 46 centavos no preço do litro de óleo diesel anunciado pelo governo para encerrar a paralisação dos caminhoneiros não será imediato devido a fatores como a incidência do imposto estadual ICMS, mas cobrou que os postos de combustível apliquem uma redução mínima de 41 centavos.

“O 46 não é imeditato. O 46 depende do estoque que tinha o posto e depende também do preço médio no Estado, que varia”, disse Padilha em entrevista à rádio CBN.

O preço médio citado pelo ministro é o Preço Médio Ponderado Final (PMPF), que serve como base para cálculo do ICMS sobre o preço do diesel C (com 10 por cento de biodiesel).

A redução de 46 centavos nas refinarias incide apenas sobre o diesel puro, enquanto o diesel vendido nos postos de combustíveis recebe a adição de 10 por cento de biodiesel, mais caro que o combustível fóssil.

Na terça-feira, a entidade que representa as principais distribuidoras de combustíveis do país, a Plural, afirmou que o corte de 46 centavos por litro no preço do diesel nos postos de combustíveis será possível em todos os Estados em apenas 15 ou 30 dias porque há questões na conta, como o valor do ICMS cobrado pelos Estados sobre o combustível, além da mistura do biodiesel.

Após 76 anos de atuação no setor de petróleo, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) mudou de nome, passando a se chamar PLURAL – Associação Nacional das Distribuidoras de combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência.

É o cartel formado pelas distribuidoras Raízen/Shell, BR, e Ipiranga, que domina 70% do mercado de combustíveis no Brasil.

Aliás, ontem a Ipiranga virou caso de polícia na Bahia:

MP avança cerco contra suspeitos de formar ‘cartel dos combustíveis’ na Bahia: distribuidora Ipiranga, acusada, vai parar na polícia

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